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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Carta Aberta do Movimento Indígena contra o infanticídio


Ao Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à Primeira Dama D. Marisa e à Nação Brasileira.

Nós, indígenas do Mato Grosso e do Brasil, pedimos a sua atenção para os casos de infanticídio, que ocorrem impunemente nas aldeias indígenas do Brasil.

O infanticídio, não é um fato novo, infelizmente sempre esteve presente na história das culturas indígenas. Entretanto, tem ganhado a visibilidade na mídia com a divulgação da história da menina Hakani, da etnia Suruwahá, a qual sobreviveu ao infanticídio após o suicídio de seus pais e irmãos. Estamos vivendo um momento de profunda mudança em nossa cultura e estilo de viver, por que vivemos hoje um novo tempo. A realidade dentro das comunidades indígenas é outra. Já não vivemos confinados em nossas aldeias, condenados ao esquecimento e à ignorância. O mundo está dentro das aldeias, através dos meios de comunicação, internet e da escola, o acesso à informação têm colocado o indígena em sintonia com os acontecimentos globais.
Tudo isso tem alterado nossa visão de mundo. Hoje já não somos meros objetos de estudos, mas sujeitos, protagonistas de nossa própria história, adquirindo novos saberes e conhecimentos que valorizam a vida e a nossa cultura.

Somos índios, somos cidadãos brasileiros! Vivendo na cidade ou na aldeia, não abandonamos as riquezas de nossas culturas, mas julgamos que somos plenamente capazes de distinguir entre o que é bom e o que é danoso à vida e a cultura indígena. Desde já, assumimos as responsabilidades de nosso destino e de fazer escolhas que contribuam para o nosso crescimento. Nos recusamos ativamente a ser meros fantoches nas mãos de organizações científicas e de estudos. Chega de sermos manipulados pelas Organizações Governamentais e não-Governamentais!

Portanto manifestamos nosso repúdio à prática do infanticídio e a maneira irresponsável e desumana com que essa questão vem sendo tratada pelos Órgãos Governamentais. Não aceitamos os argumentos antropológicos baseados no relativismo cultural. De acordo com a nossa própria Constituição Brasileira de 1988, que em seu artigo 227, determina:

"É dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

É em nome deste preceito constitucional que nos dirigimos suplicando à nação brasileira, em especial ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva e à Primeira Dama D. Marisa assim como aos Congressistas e Governantes Estaduais e Municipais manifestando a nossa indignação com a falta de respeito à vida, em especial as vidas das crianças vítimas do infanticídio.

O recente caso da menina Isabela (Nardoni ) alcançou tal repercussão na mídia, que de imediato nós vivenciamos a dor e a angústia de sua família: parecia que Isabela era alguém da nossa própria família. Toda a nação brasileira se comoveu e se encheu de indignação com tamanha violência, acompanhando e exigindo justiça a partir de então. Quanto à punição dos suspeitos, a Justiça tem feito seu papel, e a sociedade está em alerta contra a violência infantil. Mas nós perguntamos será que a vida da Isabela tem mais valor do que aquelas crianças indígenas que são cruelmente enterradas vivas, abandonadas na mata, enforcadas por causa de falsos temores e falta de informações dos pais e da comunidade? NÃO!

Não aceitamos o infanticídio como prática cultural justificável, não concordamos com a opinião equivocada de antropólogos que têm a pretensão de justificar estes atos e assim decidir pelos povos indígenas colocando em risco o futuro de etnias inteiras. O direito a vida é um direito fundamental de qualquer ser humano na face da terra, independentemente de sua etnia ou cultura.

Ao Excelentíssimo Senhor Presidente, a Primeira Dama D. Marisa, Senhores Congressistas, Governantes Estaduais e Municipais e a cada cidadão brasileiro: os direitos humanos estão sendo violados no Brasil!! Milhares de crianças já foram enterradas, enforcadas ou afogadas e quantas mais deixaremos passar por tal crueldade?

Nosso movimento espera que a Lei Maior de nosso país seja respeitada, isto é, independentemente de etnia, cor, cultura e raça, todas as crianças gozem do direito à vida.

Nesse sentido:
- Pedimos que a Lei Muwaji seja aprovada e regulamentada;
- Pedimos ao Excelentíssimo Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva e a sua esposa que pessoalmente interfiram nesse processo;
- Pedimos que os Órgãos competentes não mais se omitam em prestar socorro às mães e as crianças em risco de sofrer infanticídio.
Nós, abaixo assinados, concordamos com os termos da carta aberta e juntos com os seus autores, pedimos aos governantes do País em todas as instâncias, providências ao combate e a erradicação do infanticídio, para que assim o sangue inocente não seja mais derramado em solo indígena, em solo brasileiro.

Mato Grosso, Junho de 2008
Movimento contra o infanticídio indígena.
Contato: edsonbakairi@hotmail.com.

Edson Bakairi é líder indígena em Mato grosso, professor licenciado em História com especialização em Antropologia pela UNEMAT, presidente da OPRIMT (Organização dos professores Indígenas de MT) por 3 anos e é sobrevivente de tentativa de infanticídio - abandonado para morrer na mata, foi resgatado e preservado com vida por suas irmãs.

EU APADRINHO. E VOCÊ???


Ana Paula Valadão é uma das madrinhas da ATINI
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Ela entendeu a importância desse ato de cidadania e de amor, e tomou a decisão de fazer parte do nosso programa de apadrinhamento.

Você também pode apadrinhar uma criança indígena sobrevivente de infanticídio e assim ajudar a escrever uma nova história para ela.
Através do nosso programa você empodera as famílias indígenas e assim elas têm dignidade e apoio para que possam defender a vida de suas crianças.

video

Entre em contato conosco para saber como você pode ser tornar madrinha ou padrinho de uma das crianças atendidas pela ATINI.

www.apadrinhamento.atini.org

Seja uma voz pela vida

Os voluntários têm um papel social muito importante no cumprimento da missão da Atini. A proteção dos direitos das crianças indígenas não é uma causa limitada, que deve ser assumida por poucos, mas uma responsabilidade de toda a sociedade brasileira. Você pode
  • Apoiar o Movimento Indígena a favor da vida.
  • Acompanhar o que acontece com o Projeto de Lei, e cobrar das autoridades competentes.
  • Promover eventos e campanhas para envolver seus amigos, colegas de trabalho, familiares e sua comunidade com a causa. Disponibilizamos material produzido para esse fim.
  • Prestar serviços na sua área profissional, como saúde, odontologia, nutricionismo, educação, recreação, psicologia, fonoaudiologia, arte, artesanato, tradução, administração, contabilidade, informática, transporte, manutenção etc.
  • Assistir e divulgar o filme Hakani, que conta a comovente história de uma sobrevivente.
  • Fazer uma doação.
  • Apadrinhar uma criança e ajudar a transformar uma vida!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nada demais mesmo

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Como eu queria... conseguir abrir teus olhos e fazer você enxergar que tudo isso já foi longe demais, mas que ainda é possível voltar atrás, contornar essa situação criada há anos e que nos atormenta a cada dia que passa.
Enquanto dormes, vejo que o mundo lhe mostrou diversas vezes, como isso vai terminar, mas você insiste em continuar se afundando.
E aquele sorriso, que vi n’outro dia, em um futuro próximo, vai se transformar em lágrimas, nas nossas lágrimas.
O amor para mim é a junção de vários outros sentimentos, em pequenas dosagens, para criar uma composição perfeita, pura, nobre, e livre.
Só que o amor vem sendo desgastado, pois é usado verbalmente de forma errada por aqueles que não conhecem as suas reais aplicações.
Na vida eu aprendi que buscar incessantemente pela identidade é perda de tempo.
Identidade não se busca, é algo que se tem, desde sempre.
Basta abrir os olhos e enxergar a si mesmo.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tudo passa...


Passamos a vida toda ouvindo que namoros vêm e vão, mas os amigos ficam.
Parece até que os amigos são o prêmio de consolação que a vida nos dá, por sofrermos tanto. Mas um triste belo dia descobrimos que não, os amigos também vão.
E se não quisermos acompanhá-los ao destino para o qual eles caminham é preciso deixá-los ir...

Terminar uma amizade é como romper um namoro: é preciso esquecer os bons momentos, as boas risadas, os abraços, as provas de lealdade, abafar o amor ainda latente, e pensar somente no fato concreto de que não dá mais certo.
Aqueles 15 minutos de alegria diária que a amizade provoca não compensam as outras 23 horas e 45 minutos de problemas e brigas nas quais ela resulta.
Quando uma amizade está cheia de interrogações é preciso colocar um ponto final e arrancar o restante da página, para ninguém mais escrever.
Quando um amigo não confia mais em você é preciso que você confie em você e o deixe ir.
Se a amizade está desgastada demais,pra que insistir???
Pra nao perder???

Creio que não há nada mais egoísta do que insistir no que não dá certo apenas para não perder.

Não serei covarde, buscarei o novo! Perco e me reencontro.
Liberto meu amigo, torço pela felicidade dele e para que ele consiga com outro alguém ter uma amizade saudável como a que nós não conseguimos ter.
Apoio me nos meus outros amigos, disfarço o choro, e deixo aquele amigo ir...Ainda que meu coraçao fique sangrando eusei que isto tbm passa...
E se um dia me perguntarem sobre aquele amigo, responderei:
_Nunca mais vi...Mas esta bem...

E enquanto uma parte dos amigos ainda se lembrar nós como sendo amigos; ainda estaremos juntos de alguma forma...

Mais distante, mas não menos bonita.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Praticando...




Hoje é um dia mto feliz pra mim...
Estive buscando por um trabalho extra...
Tenho sentido que estou desperdiçando um tempo precioso de minha vida...
Fico a tarde quase inteira em casa fazendo nada agarrado na net e qdo vejo o tempo passou e eu nao tirei meus projetos do papel...
Entao decidi trabalhar neste horario.
Estava hoje conversando com um colega de trabalho sobre isto.
E qdo estava vindo do trabalho pra casa encontrei uma senhora que Geovane me apresentara um tempo atras.
E ela me chamou pra trabalhar com ela na cantina de uma escola tecnica aqui.
Vou pegar de 16,00 as 22,00 horas mais ou menos.
Reconheço que a principio vai ser meio cansativo mas depois me acostumo.
Vai ser uma graninha extra entrando que fará toda diferença...
Inclusive estou pensando em mudar pra mais perto do trabalho.
Já estava pensando pq aqui tem se tornado mto pequeno.Mas agora com este novo emprego é mto provavel que eu me mude de vez...
Tem um apto de dois quartos proximo ao novo trabalho e se conseguir alguém pra dividir eu pretendo pegar...

Estou mto empolgado e peço a Deus que abençoe mto esta nova fase.

Como diz Geovane;oque tem me faltado é por em pratica os meus projetos...
Mas hoje comecei a faze lo...

Na expectativa....

Vejo hoje os meus projetos como este feto crescendo no utero da mae...

Na hora certa eles nascerao e serao bençao na vida de todos que estiverem por perto...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Bicho do mato...



Este é o meu amigo Livio...

Como é bicho do mato...

Detesta foto mas esta ele nao pode me impedir de publicar...

Ele hoje veio me fazer uma visita e dormir aqui tambem...

Fiz um jantarzinho basico pra gente.Tudo no improviso...Nao tinha nasda pra comer nesta casa...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Caminhao de lixo

Outro dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto.
Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro
preto saiu do acostamento na nossa frente... O motorista do
táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por
um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a
gritar para nós. O motorista do táxi apenas sorriu e
acenou para o cara.

E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
Assim eu perguntei:

- 'Porque você fez isto? Este cara quase arruina o seu
carro e nos manda para um hospital!..'

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora
chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo".

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de
lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de
frustrações, cheias de raiva e de desapontamento. À
medida em que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de
um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a
gente. Não tome isso pessoalmente.

Apenas sorria, acene, deseja-lhes o bem e siga em frente.
Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas, quer
seja no trabalho, em casa ou nas ruas.
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo
estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar
cedo pela manhã com remorsos.
Assim, ame as pessoas que te tratam bem, ore e procure amar aquelas que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por
cento a maneira como você a recebe!..

Portanto........